Na actualidade é consensual que os agricultores vêem a água e o meio ambiente como bens a preservar. Tais factos, aliados ao desenvolvimento dos sistemas de rega localizada, levaram a que a horticultura intensiva se visse confrontada com a necessidade de adequar os equipamentos de fertilização de forma a conjugá-los com o aparecimento das novas tecnologias, mais eficientes e amigas da natureza. Surgiu assim a ideia da “fertirrega”, que consiste na aplicação conjunta da água e dos elementos nutritivos, de acordo com as exigências das plantas.

Esta técnica implica a recolha de elementos auxiliares tais como análises ao solo, à água e às plantas, de forma a melhor estabelecer um sistema integrado de nutrição vegetal. Quando comparada com os métodos tradicionais, de rega e fertilização, apresenta várias vantagens, tais como:

  • Maior economia no consumo da água e adubos;
  • Proporciona uma distribuição uniforme e controlada da água e dos fertilizantes, nas doses e proporções mais adequadas;
  • As perdas de água e nutrientes por lixiviação e volatilização, bem como a acumulação de sais no solo, diminuem devido ao fraccionamento e diminuição das doses aplicadas;
  • Permite o incremento da fertilização em culturas intensivas, com elevadas taxas de exportação de nutrientes e por conseguinte um aumento da produtividade e qualidade;
  • As operações de aplicação da água e adubos ficam facilitadas, são mais económicas e deixa de haver necessidade de passagem de homens e máquinas sobre o solo, para a realização destas operações;
  • Diminuição do impacto ambiental.

Ao mudar o modo de aplicação dos adubos podem aparecer alguns inconvenientes, devidos a um manejo incorrecto ou à ignorância que existe de alguns aspectos da nutrição das plantas, tais como:

  • Obstrução dos orifícios devido a precipitações por incompatibilidade de alguns fertilizantes entre si e a água de rega, ou devido a dissolução insuficiente;
  • Aumento excessivo da salinidade da água de rega.